Alckmin deixa de lado crise da falta de água durante sua posse em SP

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), deixou de lado o incômodo tema da crise de falta de água em seu discurso durante cerimônia de posse na manhã desta quinta-feira (1º). A solenidade foi realizada no plenário da Assembleia Legislativa, na zona sul de São Paulo.
Em seu pronunciamento, Alckmin falou sobre investimentos feitos durante seu governo, redução do endividamento, aumento da expectativa de vida, diminuição da mortalidade infantil e também da taxa de homicídios. O governador destacou os temas da educação e das PPPs (Parceria Público-Privada).
"Muito avançamos. Mas de nada adianta se não continuarmos seguindo adiante, enfrentando os desafios que transformam São Paulo na terra da superação", disse. Alckmin finalizou o discurso citando uma frase dita pelo ex-governador Mário Covas: "São Paulo não pode esperar um dia, um minuto para oferecer ao país a sua parcela de luta. São Paulo nunca vai virar suas costas para o Brasil".
A cerimônia começou por volta das 10h e foi comandada pelo presidente da Casa, Samuel Moreira (PSDB). Após um rápido discurso feito pelo deputado, o governador e o vice, Márcio França (PSB), leram o termo de compromisso e posse: "Prometo cumprir e fazer cumprir a Constituição Federal e do Estado e observar as leis".
Participaram da solenidade desembargadores, juízes, deputados, militares e secretários estaduais. O secretário municipal de Governo, Chico Macena, representou o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT).
Da Assembleia, o governador e o vice seguiram para o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, na zona sul, para empossar os secretários.

Falta de água

O Estado de São Paulo enfrenta uma crise hídrica desde o começo do ano passado. Moradores de dezenas de cidades paulistas enfrentam racionamento de água. 
O principal sistema que abastece a Grande São Paulo, o Cantareira, que fornece água para 6,5 milhões de pessoas, opera nesta quinta-feira com 7,2% de sua capacidade. Esse percentual é o que resta da segunda cota do volume morto, água que fica no fundo das represas.
  

Terceiro mandato

Alckmin foi reeleito no primeiro turno, com 57,31% dos votos válidos. Ele assumiu seu terceiro mandato, o sexto consecutivo do PSDB em São Paulo.
Os tucanos chegaram ao poder em 1994 com Mário Covas (1930-2001). Reeleito em 1998, Covas morreu em 2001. Alckmin, que era seu vice, assumiu o governo. Foi reeleito em 2002. Quatro anos depois, foi a vez de José Serra (PSDB) chegar ao Palácio dos Bandeirantes. Em 2010, Alckmin também foi eleito no primeiro turno com 50,63% dos votos válidos.


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