Algumas dezenas', diz Costa sobre políticos citados em delação premiada
Em depoimento nesta terça-feira (2) à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista da Petrobras, Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da estatal, afirmou que "algumas dezenas" de políticos foram citados em sua delação premiada à Justiça Federal.
Na sessão de hoje da CPI, Costa foi submetido a uma acareação com Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da empresa. A afirmação sobre a quantidade de políticos envolvidos foi feita após pergunta do deputado federal Enio Bacci (PDT-RS), que pediu uma estimativa numérica ao depoente, já que ele não pode citar políticos com foro privilegiado que estão sendo investigados pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
"O senhor não pode me deixar numa situação aqui meio constrangedora", disse. "Algumas dezenas", afirmou Costa, sob risos dos presentes.
Até agora não há informações oficiais sobre os políticos envolvidos no esquema. Reportagem da revista "Veja" publicada em setembro lista 12 nomes, que teriam sido citados pelos delatores.
Desabafo
No início da sessão, Costa declarou-se "arrependido", afirmou que sua família o convenceu a fazer a delação premiada e disse que o esquema de desvios na Petrobras repete-se no Brasil inteiro.
Apesar de afirmar que, mais uma vez, não responderá às perguntas dos parlamentares, Costa fez um desabafo, que começou quando ele disse que todas as indicações de diretores da Petrobras, desde o governo de José Sarney (1985-90) até a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), foram políticas.
"Isso aconteceu em todos os governos. Todos! Com todos os diretores da Petrobras. Se não tivesse apoio político, não chegava a diretor. Isso é fato", disse. Na sequência, declarou-se arrependido por ter aceito participar do esquema de corrupção para chegar ao cargo de diretor.
"Era um sonho meu chegar a diretor ou até a presidente da companhia", disse. "Me arrependo amargamente. Infelizmente, aceitei uma indicação política para assumir a diretoria de abastecimento. Estou extremamente arrependido de ter feito isso. Se tivesse a oportunidade de fazê-lo, não faria novamente. Aceitei esse cargo e ele me faz estar aqui onde estou hoje", disse.
Na sessão de hoje da CPI, Costa foi submetido a uma acareação com Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da empresa. A afirmação sobre a quantidade de políticos envolvidos foi feita após pergunta do deputado federal Enio Bacci (PDT-RS), que pediu uma estimativa numérica ao depoente, já que ele não pode citar políticos com foro privilegiado que estão sendo investigados pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
"O senhor não pode me deixar numa situação aqui meio constrangedora", disse. "Algumas dezenas", afirmou Costa, sob risos dos presentes.
Até agora não há informações oficiais sobre os políticos envolvidos no esquema. Reportagem da revista "Veja" publicada em setembro lista 12 nomes, que teriam sido citados pelos delatores.
Desabafo
No início da sessão, Costa declarou-se "arrependido", afirmou que sua família o convenceu a fazer a delação premiada e disse que o esquema de desvios na Petrobras repete-se no Brasil inteiro.
Apesar de afirmar que, mais uma vez, não responderá às perguntas dos parlamentares, Costa fez um desabafo, que começou quando ele disse que todas as indicações de diretores da Petrobras, desde o governo de José Sarney (1985-90) até a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), foram políticas.
"Isso aconteceu em todos os governos. Todos! Com todos os diretores da Petrobras. Se não tivesse apoio político, não chegava a diretor. Isso é fato", disse. Na sequência, declarou-se arrependido por ter aceito participar do esquema de corrupção para chegar ao cargo de diretor.
"Era um sonho meu chegar a diretor ou até a presidente da companhia", disse. "Me arrependo amargamente. Infelizmente, aceitei uma indicação política para assumir a diretoria de abastecimento. Estou extremamente arrependido de ter feito isso. Se tivesse a oportunidade de fazê-lo, não faria novamente. Aceitei esse cargo e ele me faz estar aqui onde estou hoje", disse.
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