presos deixam PF para fazer o exame de corpo de delito
Parte dos 23 presos na mais recente etapa da Operação Lava Jato foi transportada em vans na manhã deste domingo (16) da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba à sede do Instituto de Medicina Legal da capital paranaense para fazer exame de corpo de delito, informou a Secretaria de Justiça do estado. Segundo o G1 apurou, entre os presos que foram fazer o exame estão o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e os presidentes das construtoras UTC, Ricardo Pessoa, e OAS, José Aldemario Pinheiro Filho.
Indicado pelo PT para a diretoria da Petrobras, Duque foi detido na sexta-feira (14) em sua casa na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ele chegou a Curitiba no sábado (15), em um avião da PF que transportou os suspeitos detidos na capital fluminense, em São Paulo, em Belo Horizonte, no Recife e em Brasília.
De acordo com a assessoria da Secretaria de Justiça do Paraná, a Justiça Federal ainda não solicitou a transferência dos presos para penitenciárias do estado.
A PF concluiu no sábado a primeira etapa dos depoimentos dos detidos pela operação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propina que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões e provocou desvio de recursos da Petrobras.
A previsão é que os depoimentos sejam colhidos até a próxima terça-feira (18). Segundo o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Paraná (OAB-PR), Juliano Breda, os advogados receberam da PF um cronograma com a ordem dos depoimentos.
Na noite deste sábado, três executivos da empreiteira Camargo Corrêa chegaram à Superintendência da PF em Curitiba e se juntaram a outras 20 pessoas que já tinham sido presas na sexta.
Conforme balanço divulgado pela Polícia Federal, além das 23 prisões, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão. Também foram expedidos nove mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a ir à polícia prestar depoimento), mas os policiais conseguiram cumprir seis. (saiba quem foi preso e quem está foragido).
Visitas
Ao longo deste sábado, advogados visitaram os presos na sede da PF na capital paranaense e levaram a eles medicamentos, agasalhos e alimentos.
Advogados que estiveram na Superintendência chegaram a reclamar de que a Polícia Federal não os deixava ter acesso aos clientes. Defensor de presos ligados à OAS, o criminalista Juliano Breda teve de solicitar para a Justiça Federal do Paraná intervir para ter contato com seus clientes.
Neste sábado, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, negou seis pedidos de habeas corpus em nome de 11 executivos ou funcionários de empreiteiras presos na sétima fase da Operação Lava Jato,
Empreiteiras
A sétima fase da Operação Lava Jato teve como foco executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras, que apenas com a Petrobras mantêm contratos que somam R$ 59 bilhões. Parte desses contratos está sob avaliação da Receita Federal, do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal. Ao todo, foram expedidos 85 mandados em cidades do Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Distrito Federal. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal do Paraná, responsável pelas investigações.
Segundo relato do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo da Lava Jato na primeira instância, as maiores empreiteiras brasileiras, reunidas em um cartel, combinavam quem ganharia as licitações para obras da Petrobras. Nessas concorrências, ressaltou o magistrado, as empresas cobravam o preço máximo previsto pela licitação e depois distribuíam propina em valores correspondentes a 2% ou 3% do contrato – tudo isso era combinado previamente. Em notas divulgadas nesta sexta-feira, após as prisões de vários executivos das próprias empresas, algumas das principais empreiteiras do país negaram participação em irregularidades e se colocaram à disposição das autoridades.
Indicado pelo PT para a diretoria da Petrobras, Duque foi detido na sexta-feira (14) em sua casa na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ele chegou a Curitiba no sábado (15), em um avião da PF que transportou os suspeitos detidos na capital fluminense, em São Paulo, em Belo Horizonte, no Recife e em Brasília.
De acordo com a assessoria da Secretaria de Justiça do Paraná, a Justiça Federal ainda não solicitou a transferência dos presos para penitenciárias do estado.
A PF concluiu no sábado a primeira etapa dos depoimentos dos detidos pela operação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propina que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões e provocou desvio de recursos da Petrobras.
A previsão é que os depoimentos sejam colhidos até a próxima terça-feira (18). Segundo o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Paraná (OAB-PR), Juliano Breda, os advogados receberam da PF um cronograma com a ordem dos depoimentos.
Na noite deste sábado, três executivos da empreiteira Camargo Corrêa chegaram à Superintendência da PF em Curitiba e se juntaram a outras 20 pessoas que já tinham sido presas na sexta.
Conforme balanço divulgado pela Polícia Federal, além das 23 prisões, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão. Também foram expedidos nove mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a ir à polícia prestar depoimento), mas os policiais conseguiram cumprir seis. (saiba quem foi preso e quem está foragido).
Visitas
Ao longo deste sábado, advogados visitaram os presos na sede da PF na capital paranaense e levaram a eles medicamentos, agasalhos e alimentos.
Advogados que estiveram na Superintendência chegaram a reclamar de que a Polícia Federal não os deixava ter acesso aos clientes. Defensor de presos ligados à OAS, o criminalista Juliano Breda teve de solicitar para a Justiça Federal do Paraná intervir para ter contato com seus clientes.
Neste sábado, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, negou seis pedidos de habeas corpus em nome de 11 executivos ou funcionários de empreiteiras presos na sétima fase da Operação Lava Jato,
Empreiteiras
A sétima fase da Operação Lava Jato teve como foco executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras, que apenas com a Petrobras mantêm contratos que somam R$ 59 bilhões. Parte desses contratos está sob avaliação da Receita Federal, do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal. Ao todo, foram expedidos 85 mandados em cidades do Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Distrito Federal. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal do Paraná, responsável pelas investigações.
Segundo relato do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo da Lava Jato na primeira instância, as maiores empreiteiras brasileiras, reunidas em um cartel, combinavam quem ganharia as licitações para obras da Petrobras. Nessas concorrências, ressaltou o magistrado, as empresas cobravam o preço máximo previsto pela licitação e depois distribuíam propina em valores correspondentes a 2% ou 3% do contrato – tudo isso era combinado previamente. Em notas divulgadas nesta sexta-feira, após as prisões de vários executivos das próprias empresas, algumas das principais empreiteiras do país negaram participação em irregularidades e se colocaram à disposição das autoridades.
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