PF diz que errou ao citar nome de diretor da Petrobras em depoimentos

Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, a Polícia Federal informou nesta quarta-feira (19) que o nome do atual diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, apareceu em depoimentos dos presos da Operação Lava Jato por "erro material". Em ofício, o delegado da PF responsável pela ação, Márcio Adriano Anselmo, afirmou: "Em relação ao quesito que figurou em alguns interrogatórios, por erro material, constou o nome de Cosenza em relação a eventuais beneficiários de vantagens ilícitas no âmbito da Petrobras".

A resposta da PF foi dada após um questionamento do juiz Moro, que intimou a polícia "para esclarecer se, de fato, há alguma prova concreta nesse sentido, uma vez que até o momento este juízo não foi informado de nada". Ele referia-se à presença de elementos que tratassem de Cosenza no inquérito.

O texto do ofício, porém, não nega diretamente que o ex-diretor Paulo Roberto Costa ou que o doleiro Alberto Youssef tenham citado Cosenza em depoimentos e que possam estar anexados a outros processos judiciais.

Em pelo menos cinco depoimentos de executivos, a PF fez perguntas nas quais afirmou que o ex-diretor Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef haviam dito que Cosenza estava entre os beneficiários de "comissões".

A mesma pergunta, com ligeiras variações, foi feita a outros quatro investigados. A suposta citação levou à possibilidade de demissão de Consenza da estatal.

Cosenza é uma peça que, caso implicada na história, pode contaminar a gestão Dilma Rousseff com a corrupção na estatal. Até então, os principais episódios do caso tratavam do período anterior ao de Graça Foster na presidência da Petrobras.

Governistas avaliam que a Polícia Federal busca "provar'' que o esquema continuou após 2012, quando Sérgio Gabrielli, indicado por Lula e inicialmente mantido por Dilma, deixou o comando da Petrobras.

Comentários