Dois integrantes da cúpula da empreiteira da Camargo Corrêa se entregam a PF
Dois integrantes cûpula da empreiteira Camargo Corrêa se entregaram na manhã deste sábado em São Paulo para um delegado da Polícia Federal que integra a Operação Lava Jato. São eles o presidente do conselho administrativo da Camargo Corrêa, João Auler, e o presidente da empreiteira, Dalton Avancini.
Os dois dirigentes da empresa se entregaram num hotel ao lado da sede da PF em São Paulo, na Lapa (zona oeste), onde o delegado estava hospedado, e serão levados de carro para Curitiba (PR).
Eles devem ficar presos por cinco dias, o prazo da prisão temporária.
O grupo Camargo Corrêa, que tem 67 empresas e 65 mil funcionários, faturou R$ 25,8 bilhões no ano passado.
Um terceiro integrante da cúpula da empresa, o vice-presidente Eduardo Leite, havia se apresentado no final da tarde desta sexta-feira (14) na sede da Polícia Federal em São Paulo.
A empreiteira tinha uma espécie de conta corrente com o doleiro Alberto Youssef, segundo os investigadores da Operação Lava Jato. Numa conversa telefônica, o doleiro chegou a mencionar que a empresa devia a ele R$ 12 milhões e não queria pagar.
A Camargo lidera um consórcio que tem o maior contrato individual da refinaria Abreu e Lima, de R$ 3,4 bilhões.
Auler, Avancini e Leite foram citados pelo doleiro como seus contatos na empreiteira. Segundo Youssef contou ao juiz federal Sergio Moro em outubro, a Camargo Corrêa repassava subornos usando a Sanko, empresa que fornece tubos para a Petrobras. A Sanko recebeu R$ 113 milhões da Camargo Corrêa e repassou R$ 29,2 milhões a empresas do doleiro que só existiam para receber propina segundo escreveu o juiz Sergio Moro no decreto de prisão. As empresas de Youssef não tinham funcionários nem capacidade para prestar os serviços de consultoria para o qual foram contratadas, segundo o próprio doleiro.
O advogado Celso Vilardi, que defende os executivos da Camargo, refuta a hipótese de que a empresa repassou recursos à Sanko que teriam sido usados para pagar suborno. Segundo ele, todos os serviços foram prestados pela Sanko e isso pode ser comprovado no canteiro de obras da refinaria, em Pernambuco.
Vilardi vai ingressar com um pedido para que seus clientes sejam liberados. Segundo ele, a prisão preventiva existe apenas para instrução processual, o que já aconteceu. "Essas prisões não têm sentido porque o objeto delas não existe mais."
Vilardi afirma que, mesmo com as prisões, a empresa continua disposta a colaborar com as investigações.
Os dois dirigentes da empresa se entregaram num hotel ao lado da sede da PF em São Paulo, na Lapa (zona oeste), onde o delegado estava hospedado, e serão levados de carro para Curitiba (PR).
Eles devem ficar presos por cinco dias, o prazo da prisão temporária.
O grupo Camargo Corrêa, que tem 67 empresas e 65 mil funcionários, faturou R$ 25,8 bilhões no ano passado.
Um terceiro integrante da cúpula da empresa, o vice-presidente Eduardo Leite, havia se apresentado no final da tarde desta sexta-feira (14) na sede da Polícia Federal em São Paulo.
A empreiteira tinha uma espécie de conta corrente com o doleiro Alberto Youssef, segundo os investigadores da Operação Lava Jato. Numa conversa telefônica, o doleiro chegou a mencionar que a empresa devia a ele R$ 12 milhões e não queria pagar.
A Camargo lidera um consórcio que tem o maior contrato individual da refinaria Abreu e Lima, de R$ 3,4 bilhões.
Auler, Avancini e Leite foram citados pelo doleiro como seus contatos na empreiteira. Segundo Youssef contou ao juiz federal Sergio Moro em outubro, a Camargo Corrêa repassava subornos usando a Sanko, empresa que fornece tubos para a Petrobras. A Sanko recebeu R$ 113 milhões da Camargo Corrêa e repassou R$ 29,2 milhões a empresas do doleiro que só existiam para receber propina segundo escreveu o juiz Sergio Moro no decreto de prisão. As empresas de Youssef não tinham funcionários nem capacidade para prestar os serviços de consultoria para o qual foram contratadas, segundo o próprio doleiro.
O advogado Celso Vilardi, que defende os executivos da Camargo, refuta a hipótese de que a empresa repassou recursos à Sanko que teriam sido usados para pagar suborno. Segundo ele, todos os serviços foram prestados pela Sanko e isso pode ser comprovado no canteiro de obras da refinaria, em Pernambuco.
Vilardi vai ingressar com um pedido para que seus clientes sejam liberados. Segundo ele, a prisão preventiva existe apenas para instrução processual, o que já aconteceu. "Essas prisões não têm sentido porque o objeto delas não existe mais."
Vilardi afirma que, mesmo com as prisões, a empresa continua disposta a colaborar com as investigações.
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