Belo Monte ameaça criar geração de sem-teto no PA
Moradores de Altamira, no Pará, resistem em deixar suas casas para dar lugar ao avanço das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte. O problema é o valor das indenizações propostas pelo consórcio responsável pela construção, insuficientes, segundo eles, para compra de novas moradias. O impasse pode gerar uma geração de sem-teto.
Belo Monte é a maior obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com gastos previstos de R$ 28,9 bilhões. O governo federal diz que a usina, quando pronta, vai beneficiar 18 milhões de pessoas.
Segundo o cadastro feito pela Norte Energia S.A., responsável pela obra --e informado pelo MPF (Ministério Público Federal)--, 8.000 famílias terão de deixar suas casas durante o cronograma das obras. Dessas, 600 são indígenas.
Segundo balanço da empresa, 1.327 famílias que viviam em áreas historicamente alagadas pelo Xingu já foram atendidas. Dessas, foram 1.000 casas enregues, 295 indenizações pagas e 32 atendidas pelo aluguel social, pago durante um ano.
Mas os valores das indenizações estão bem aquém dos preços de novos residências. Isso deve-se, principalmente, ao boom imobiliário causado pelas obras da usina no município que elevou o preço do metro quadrado.
"Fiz o cadastro, entreguei toda documentação e prometeram que eu ia ganhar uma casa. Agora não vão mais dar casa e oferecem uma indenização de R$ 27 mil", contou ao UOL Maria Marlete de Freitas, 27, que mora numa casa com os dois filhos.
"Já rodei tudo, não tem nada que possa comprar com esse dinheiro. Essa minha casa valeria pelo menos R$ 60 mil. Eles dizem que, se não assinar, vão para Justiça e passar o trator por cima. Assim, vai todo mundo morar na rua", afirmou.
A situação de Marlene é semelhante a de outras centenas de moradores da região da baixada de Altamira. Segundo o MPF, as indenizações propostas chegam a ser de apenas R$ 15 mil, o que torna insuficiente a aquisição de um novo imóvel.
"O programa de relocação e reassentamento tem que ter como resultado uma construção semelhante. Não é só a avaliação do bem pelas benfeitorias: o valor tem de permitir que a pessoa tenha uma nova moradia. Isso é indiscutível para o MPF", disse a procuradora procuradora da República no Pará, Thais Santi.
Belo Monte é a maior obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com gastos previstos de R$ 28,9 bilhões. O governo federal diz que a usina, quando pronta, vai beneficiar 18 milhões de pessoas.
Segundo o cadastro feito pela Norte Energia S.A., responsável pela obra --e informado pelo MPF (Ministério Público Federal)--, 8.000 famílias terão de deixar suas casas durante o cronograma das obras. Dessas, 600 são indígenas.
Segundo balanço da empresa, 1.327 famílias que viviam em áreas historicamente alagadas pelo Xingu já foram atendidas. Dessas, foram 1.000 casas enregues, 295 indenizações pagas e 32 atendidas pelo aluguel social, pago durante um ano.
Mas os valores das indenizações estão bem aquém dos preços de novos residências. Isso deve-se, principalmente, ao boom imobiliário causado pelas obras da usina no município que elevou o preço do metro quadrado.
"Fiz o cadastro, entreguei toda documentação e prometeram que eu ia ganhar uma casa. Agora não vão mais dar casa e oferecem uma indenização de R$ 27 mil", contou ao UOL Maria Marlete de Freitas, 27, que mora numa casa com os dois filhos.
"Já rodei tudo, não tem nada que possa comprar com esse dinheiro. Essa minha casa valeria pelo menos R$ 60 mil. Eles dizem que, se não assinar, vão para Justiça e passar o trator por cima. Assim, vai todo mundo morar na rua", afirmou.
A situação de Marlene é semelhante a de outras centenas de moradores da região da baixada de Altamira. Segundo o MPF, as indenizações propostas chegam a ser de apenas R$ 15 mil, o que torna insuficiente a aquisição de um novo imóvel.
"O programa de relocação e reassentamento tem que ter como resultado uma construção semelhante. Não é só a avaliação do bem pelas benfeitorias: o valor tem de permitir que a pessoa tenha uma nova moradia. Isso é indiscutível para o MPF", disse a procuradora procuradora da República no Pará, Thais Santi.
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