Água distribuda em Itu é impropria para consumo diz ONG
A água distribuída em áreas públicas de Itu (a 101 km de SP), como as caixas d'água gigantes espalhadas pela cidade para aliviar a crise hídrica, é imprópria para consumo, segundo estudo da ONG Caminho das Águas e do Ceunsp (Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio).
As amostras foram colhidas em cinco pontos da cidade no fim de outubro. Os testes, feitos no laboratório do Ceunsp, apontaram que 100% delas estavam contaminadas com coliformes totais e bactérias resistentes à temperatura.
"A água distribuída apresenta índice de contaminação microbiológica acima do permitido, sendo inapropriada para consumo humano", diz o estudo, que elenca entre possíveis consequências de seu consumo problemas de saúde como diarreia, esquistossomose, cólera e vermes intestinais.
A ONG vai coletar novas amostras, por seis semanas consecutivas, até o começo de dezembro. Esse resultado é referente ao primeiro lote coletado.
Segundo Carlos Diego de Souza Rodrigues, diretor da ONG, o estudo não tem como objetivo acusar a prefeitura nem a Águas de Itu (concessionária de água e esgoto do município). "Estamos focados na água que o morador pega. Até chegar nos pontos emergenciais de distribuição, ela sofre contaminação. As pessoas, quando pegarem essa água, têm de tratá-la", afirma.
A ONG está testando um kit para análise de água, com custo de R$ 25, que será distribuído à população ao final do estudo. Enquanto isso, recomenda a adição de duas gotas de água sanitária sem alvejante por litro de água, ou a fervura por cinco a dez minutos. "Isso vai garantir que a água tenha os critérios mínimos de potabilidade", diz Rodrigues.
"Uma coisa é ficar sem água, mas usar água contaminada?", questiona Flávio José Ambrósio, 59, tapeceiro que mora em frente à caixa d'água gigante do Jardim Aeroporto -um dos locais de coleta de amostras- e que chegou a ficar mais de 30 dias sem água nas torneiras. "Não tem condições."
Nesta segunda-feira (10), diz Flávio, funcionários da Águas de Itu esvaziaram a caixa, que estava cheia. "Alguma coisa errada tem. Senão eles não vinham tirar a água."
No mesmo dia, a reportagem esteve em quatro pontos públicos de distribuição -Parque Aeroporto, Parque Industrial, São Jorge e praça dos Exageros-, e em nenhum deles havia água, ao contrário do que dizem prefeitura e Águas de Itu.
"Tive bolinhas por dentro da pele depois de tomar banho com essa água", afirma a dona de casa Lourdes Flora Ribeiro, 63, que utilizou a água da caixa gigante do Parque Industrial. A água de lá não foi analisada. "Aí passei a tomar banho quente e comprei um sabonete antisséptico. Fiquei com medo."
Questionada, a Prefeitura de Itu informou que exige, via agência reguladora municipal, que a qualidade da água fornecida pela Águas de Itu seja comprovada por laudos.
Por sua vez, a concessionária disse que atesta, "com base em análises de seus laboratórios e de terceiros acreditados pelo Inmetro, a qualidade e potabilidade da água despejada nos reservatórios instalados emergencialmente em espaços públicos".
O Ministério Público Estadual, que investiga a crise hídrica em Itu, considera "grave" a conclusão do estudo.
"Desde o início nossa preocupação principal é com a saúde da população", diz a promotora de Justiça Maria Paula Pereira da Rocha, que pretende incluir o material no inquérito civil que apura a qualidade da água na cidade.
Devido à escassez de chuva, a população de Itu enfrenta racionamento de água desde fevereiro deste ano.
As amostras foram colhidas em cinco pontos da cidade no fim de outubro. Os testes, feitos no laboratório do Ceunsp, apontaram que 100% delas estavam contaminadas com coliformes totais e bactérias resistentes à temperatura.
"A água distribuída apresenta índice de contaminação microbiológica acima do permitido, sendo inapropriada para consumo humano", diz o estudo, que elenca entre possíveis consequências de seu consumo problemas de saúde como diarreia, esquistossomose, cólera e vermes intestinais.
A ONG vai coletar novas amostras, por seis semanas consecutivas, até o começo de dezembro. Esse resultado é referente ao primeiro lote coletado.
Segundo Carlos Diego de Souza Rodrigues, diretor da ONG, o estudo não tem como objetivo acusar a prefeitura nem a Águas de Itu (concessionária de água e esgoto do município). "Estamos focados na água que o morador pega. Até chegar nos pontos emergenciais de distribuição, ela sofre contaminação. As pessoas, quando pegarem essa água, têm de tratá-la", afirma.
A ONG está testando um kit para análise de água, com custo de R$ 25, que será distribuído à população ao final do estudo. Enquanto isso, recomenda a adição de duas gotas de água sanitária sem alvejante por litro de água, ou a fervura por cinco a dez minutos. "Isso vai garantir que a água tenha os critérios mínimos de potabilidade", diz Rodrigues.
"Uma coisa é ficar sem água, mas usar água contaminada?", questiona Flávio José Ambrósio, 59, tapeceiro que mora em frente à caixa d'água gigante do Jardim Aeroporto -um dos locais de coleta de amostras- e que chegou a ficar mais de 30 dias sem água nas torneiras. "Não tem condições."
Nesta segunda-feira (10), diz Flávio, funcionários da Águas de Itu esvaziaram a caixa, que estava cheia. "Alguma coisa errada tem. Senão eles não vinham tirar a água."
No mesmo dia, a reportagem esteve em quatro pontos públicos de distribuição -Parque Aeroporto, Parque Industrial, São Jorge e praça dos Exageros-, e em nenhum deles havia água, ao contrário do que dizem prefeitura e Águas de Itu.
"Tive bolinhas por dentro da pele depois de tomar banho com essa água", afirma a dona de casa Lourdes Flora Ribeiro, 63, que utilizou a água da caixa gigante do Parque Industrial. A água de lá não foi analisada. "Aí passei a tomar banho quente e comprei um sabonete antisséptico. Fiquei com medo."
Questionada, a Prefeitura de Itu informou que exige, via agência reguladora municipal, que a qualidade da água fornecida pela Águas de Itu seja comprovada por laudos.
Por sua vez, a concessionária disse que atesta, "com base em análises de seus laboratórios e de terceiros acreditados pelo Inmetro, a qualidade e potabilidade da água despejada nos reservatórios instalados emergencialmente em espaços públicos".
O Ministério Público Estadual, que investiga a crise hídrica em Itu, considera "grave" a conclusão do estudo.
"Desde o início nossa preocupação principal é com a saúde da população", diz a promotora de Justiça Maria Paula Pereira da Rocha, que pretende incluir o material no inquérito civil que apura a qualidade da água na cidade.
Devido à escassez de chuva, a população de Itu enfrenta racionamento de água desde fevereiro deste ano.
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