Vazamento de delação é tentativa de contaminar eleição, diz ministro

O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) classificou neste domingo (7) o vazamento do depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, incriminando políticos da base aliada de receberem propina, como uma tentativa de "mudar o rumo" da campanha eleitoral.
"Acho que estão tentando usar essa delação premiada [de Costa], a notícia parcial de vazamento não confiável, para tentar, um pouco no desespero, mudar o rumo da campanha. Vazamento sempre é condenável, porque pode ter sido por advogado de réu para proteger algum réu e prejudicar outro", disse Carvalho após o desfile de Sete de Setembro, em Brasília.
Ampliar

Comemorações de 7 de Setembro pelo Brasil38 fotos

4 / 38
7.set.2014 - A presidente Dilma Rousseff desfila de Rolls-Royce na abertura das celebrações de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília Leia maisRoberto Stuckert Filho/PR
Para ele, porém, as denúncias que envolvem políticos dos partidos do PT, PMDB e PP não serão capazes de interferir no "destino da eleição".
Segundo reportagem da revista "Veja", divulgada no sábado (6), o ex-diretor da Petrobras, em depoimentos ao Ministério Público Federal, disse que três governadores, seis senadores, um ministro e, ao menos, 25 deputados federais de partidos da base aliada foram beneficiados com dinheiro desviado de contratos superfaturados da estatal.
Assim como a presidente Dilma já havia dito, Carvalho reiterou que as denúncias, por enquanto, não têm "comprovação" e que, por isso, o governo não pode tomar qualquer providência.
"O governo não pode tomar conhecimento de uma denúncia que, insisto, por enquanto, é sem nenhuma comprovação, sem nenhum fundamento. O fato de uma pessoa ser mencionada sem nenhuma prova não pode nos levar a tomar nenhuma atitude", disse. "Não podemos julgar as pessoas enquanto não houver de fato a comprovação ou, no mínimo, a denúncia inteira, suas circunstâncias, seus aspectos, assim por diante."
Entre os deputados citados, estão o petista Cândido Vaccarezza e o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Entre os governadores citados, está o ex-candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB), morto no último dia 13 de agosto em acidente aéreo.
Ampliar

CPI da Petrobras43 fotos

35 / 43
10.jun.2014 - O ex-diretor administrativo da Petrobras Paulo Roberto da Costa depõe na CPI da Petrobras no Senado, ao lado do presidente da comissão Vital do Rego (PMDB-PB). Investigado por suspeita de corrupção, o ex-diretor rebateu as acusações de que a estatal fosse "uma casa de negócios" Leia mais Pedro Ladeira/Folh

Comentários