Fã de Rogério Ceni, Felipe desiste do gol e brilha com defesas na quadraNo primeiro ano em que foi convocado por Bernardinho para a seleção, líbero do Vôlei Taubaté quer aproveitar chance e ajudar o Brasil a conquistar o tetra no Mundial
Houve um tempo em que os braços e a boa capacidade de salto foram usados para guardar o gol nos gramados. Aos 9 anos, Felipe queria ser jogador de futebol como todo menino de sua vizinhança. Jogava na escolinha do São Paulo e só tinha olhos para Rogério Ceni. Batia até falta igual, como faz questão de frisar. Até que um dia foi fazer uma peneira, as coisas não deram muito certo, e o interesse de virar goleiro como o ídolo foi ficando para trás. Na escola, acabou descobrindo um outro esporte, onde as defesas também são fundamentais. Virou líbero. Mas levar a sério mesmo, só a partir de 2007. Sete anos depois, via a vida mudar completamente.
Foi convocado pela primeira vez por Bernardinho para a seleção brasileira. E, de quebra, ainda garantiu um lugar no Mundial da Polônia. Na segunda-feira, pouco antes da partida de estreia contra a Alemanha, o jogador do Vôlei Taubaté admite que o nervosismo era grande. Não queria decepcionar o chefe, muito menos os companheiros, que o acolheram tão bem, nem a família. Nas últimas semanas da preparação, tomou conhecimento de que Bernardinho pretendia fazer um revezamento entre ele e Mário Jr. contra os alemães.
- Eu não tenho palavras para descrever o que senti quando entrei em quadra. Nunca imaginei que isso aconteceria tão rapidamente. A gente tem um sonho de disputar um Mundial, as Olimpíadas, mas para mim foi logo na minha primeira convocação. Estava ansioso demais, com vontade de fazer o melhor e aproveitar a oportunidade. Deu certo. Agora estou mais tranquilo - disse.
A atuação mereceu elogios do treinador, que enxerga no jogador de 24 anos e 1,88m um grande potencial.
- Para muitos ele pode ser um desconhecido, mas mostrou ser um garoto de qualidade técnica excelente. Acredito nele. Foi muito bem na estreia. Fez seis defesas muito importantes. Felipe tem essa qualidade de defender bem, e o Mário é excelente no passe. Para nós é um ganho muito grande, é uma soma. E para suprir a ausência do Escada (o campeão olímpico Serginho) só com dois mesmo - brincou Bernardinho.
Campeão mundial em 2010, Mário Jr, de 32 anos, gostou da experiência. Incentivou o jovem companheiro de posição nos momentos em que esteve acompanhando o jogo na lateral da quadra. E o procurou para dar um abraço após o triunfo.
- Esse revezamento é uma novidade no esporte e é bom. Um tem a responsabilidade de recepção e outro de defesa. Nós dois queremos ajudar o Brasil a conquistar o título. Um jogo já foi. Agora faltam 12! - disse.
Depois da vitória tranquila sobre a Alemanha, a seleção brasileira volta a jogar na quarta-feira, às 15h15 (de Brasília), contra a Tunísia. O SporTV transmite ao vivo, e o GloboEsporte.com acompanha em Tempo Real. Os assinantes do Canal Campeão também podem seguir os lances pelo SporTV Play
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