Por GloboEsporte.com
São Paulo
Membros de uma das torcidas uniformizadas do Palmeiras lotaram dois ônibus, vários carros, além de motos, e seguiram para a casa do presidente do clube, Paulo Nobre, para protestar contra os maus resultados do time, que acumula oito jogos sem vitórias no Brasileirão.
O grupo se reuniu em frente à sede da torcida, a poucos metros do clube, no bairro da Perdizes, Zona Oeste de São Paulo. Após rápida reunião, eles saíram em comboio em direção à Grana Vianna, 35 km distante.
Na chegada, eles se concentraram na entrada do condomínio onde Paulo Nobre mora. Todo carro que tentava acessar o local, precisava passar por um corredor humano formado pelos manifestantes. Com faixas, pediram a saída de Valdivia, exigiram transparência nas contas do clube e chamaram o dirigente de "agiota" - algumas vezes, Nobre usou seu patrimônio pessoal para avalizar empréstimos ao clube.
O grupo pediu ainda as saídas do diretor-executivo do clube, José Carlos Brunoro, e o gerente de futebol Omar Feitosa. Outra reclamação é o preço dos ingressos:
- Ingresso nobre, futebol pobre - dizia uma das faixas.
A movimentação em frente ao condomínio provocou reclamações dos vizinhos, que passaram interfonar para a casa do dirigente, pedindo providências, mas, de acordo com seguranças do local, Nobre não estava em casa.
Por volta das 21h30, a Polícia Militar chegou ao local, com cinco viaturas e uma base móvel, e conversou com os manifestantes. Às 20h20, eles se dispersaram, mas prometeram novo protesto para sábado, pela manhã, dessa vez na Academia de Futebol.
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