
Reivindicação antiga dos movimentos estudantis e que ganhou força nas manifestações nacionais de 2013, o
Passe Livre voltou a ser prometido pelo candidato à Presidência, Eduardo Campos (PSB). Ele já tinha feito essa promessa antes, mas na ocasião não soube explicar como concederia esse benefício. Nesta segunda-feira, 11, o presidenciável esclareceu que o Passe Livre seria viabilizado por um fundo nacional com participação dos municípios e estados.
"As pequenas cidades já transportam seus estudantes. Mas quem mora nas grandes cidades não tem essa possibilidade. Queremos criar um fundo nacional e os municípios e estados se candidatam (para participar) e vão ter que dar uma contrapartida".
De acordo com ele, o Passe Livre deve custar R$ 12 bilhões aos cofres públicos. Cálculo feito com base nas passagens de ônibus das maiores cidades. O candidato disse que a União seria responsável por 70% desses custos, os estados por 20% e os municípios por 10%.
Reforma tributária
Campos também se comprometeu a realizar a reforma tributária no primeiro ano do seu governo. Lembrado que os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva e a atual presidente Dilma Rousseff não conseguiram aprovar esse projeto no Congresso, o socialista garante que terá êxito porque vai realizar a reformulação por etapas.
Ele explica que a reforma tributária não emplaca porque os prefeitos e estados temem a redução de repasse de recursos. Campos disse que pretende criar um fundo para dar suporte aos municípios afetados.
Ele diz que a simplificação tributária é necessária para recuperar o setor industrial do Brasil. "Existe uma desindustrialização no Brasil. Processo que vem de longe, antes do Real, mas que se agravou no governo de Dilma. Tem setores que estão protegidos mais que outros. Precisamos que a indústria ganhe competitividade".
Para isso, ele defende a melhora na gestão da macroeconomia. De acordo com o presidenciável, a inflação pode ser controlada aprimorando a governança do país. "Países vizinhos tem inflação menores do que a do Brasil. Com boa governança é possível colocar a meta de 4,5% de inflação e depois ir adiante, passando mais segurança, vencendo a crise de confiança no Brasil", afirmou o candidato do PSB, dizendo que o país precisa voltar a crescer e aumentar o consumo.
Questionado como controlaria a inflação e elevaria o crescimento do Brasil, Campos citou, sem dar mais detalhes, o desenvolvimento sustentável.
Campos diz que Estado seria responsável por 20% do Passe Livre e município, 10%
Comentários
Postar um comentário